Art Prints

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Silver Night III




O Pensar

Para que serve o pensamento,

Se o Tempo nunca para para pensar.
Todo esse universo um dia foi seu,
Agora, a cair sobre a alma, seu peso.

Voltar a sentir o balanço do alto mar,

A terra firme está bem longe dos pés.
Apenas os tons azuis, no silêncio do mar.
Voltar a Cádiz, onde foi que o tempo surgiu.


Sempre será um aprendiz do Tempo,

Por que sempre está a olhar as horas,
Nunca a aprender o dia certo de partir.
O sorriso as vezes se esquece do passado.


                  Airton Parra Sobreira

domingo, 19 de junho de 2011

Sob o Olhar da Geleira

Poema + Digiravura






Sob o Olhar da Geleira


Verdes mares corre atrás do Tempo,

Busca uma paisagem qualquer através do vento.
Enquanto houver o perfume dos trópicos em teu pensamento.
Por que o olhar é tão fugaz para a fria eternidade.
Por que a vida é pequena, e no bolso não cabe o infinito desejo.


A noite as incertezas, se agitam no fundo dum caldeirão na Lua cheia,

Mas ao amanhecer as sombras são as cinzas das asas dum albatroz.
Deixando a leveza de sua existência, sobre a transparência das águas
Viver, é estar entre os extremos, e bem ao centro do convés.
Onde as luzes dos astros, lançam nos mares o desejo de navegar.


Atira-te pelos campos da razão, e verá que a luz também é fria,

Porém a alma que carrega todos os sentimentos, se aquece no sopro da ilusão.
O vento bate forte na memória, ao repuxo das velas, ao encrespar do mar,
Num profundo arrepio, vai distante, além do passado, além dos astros.
Puxar forte as amarras; a construir sob o teto estrelar, a rota precisa.


A vida não quer existir, mas sim o desejo de navegar, a exalar juventude.

Hormônios: Deuses, a modelar os instintos, levando-os ao principio de tudo,
Num sorriso breve, na fagulha dum olhar invernal. Ao entornar o vinho tinto,
Fica sobre a mesa, a vela que aos poucos se apaga, e algumas gotas de adeus.
As mãos que se aquecem nas tépidas correntes, não alcançam a geleira do olhar.


Ao Sabor dos ventos, e no silencio do profundo azul das águas, a luz do ocaso vai,

Construir seu breve ninho dourado nas eternas entranhas da geleira marinhas.
As cores prismáticas, a revelar toda a luz, a trama e os dramas do destino maior.
Estar consciente da branca distancia incandescente refletida no universo do olhar.
Se perder nas altitudes dos cumes das montanhas viajantes, e partir nas cores grises.

                         By  Airton Parra Sobreira

quinta-feira, 2 de junho de 2011